Minha vista embaçada
Não consigo distinguir as cores
Olho ao redor tentando entender o que se passa,
Mas apenas manchas vermelhas me são visíveis.
Adorava aquela cor
A cor de seu sangue
Sangue no qual saciaria a minha sede.
Dores invadem meu peito
Me sinto queimar por dentro
Esse líquido vermelho
Tão lindo, tão puro, tão doce
Escorre por minhas mãos deixando-as manchadas
Não me arrependo do que fiz
Apenas pago as consequencias
Não posso mais voltar atrás,
Mas se pudesse...
Faria tudo denovo.
Por mais que minha vida
Fosse de sofrimento e dor
Daqui pra frente
Serei apenas eu mesmo
Com coração partido tento seguir em frente,
Mas é difícil quando sente que não tem ninguém
Alguém em quem pudesse confiar
Contar seus segredos
Por mais que saiba estar errado
Aquela cor não muda, não se apaga
Apenas almenta e escurece a um negro
E esse negro invade por completo minha alma.
Não quero me tornar nesse monstro
Que apenas se alimenta de dor e sofrimento
Não quero mais ver essas manchas de sangue ao meu redor
Não quero derramar mais nenhuma gota na qual eu vá me sentir culpado depois
Jamais saciarei minha sede
Não vou mais fazer mal a ninguém
A única solução para tal dor
É a morte.
Meu único problema
É que morto eu já estou
Meu coração já parou a muito tempo
Minha alma já não habita mais esse corpo
Apenas sangue correm por minhas veias...
Sangues que nem são meus...
Não posso ter amigos
Não posso ter família
Minha existencia é apenas um nada nesse imenso mundo
Fui criado apenas para matar, destruir.
Seria bom poder ter minha vida
Ter a amizade de quem realmente amei nessa minha podre existência
A pessoa que jaz agora aqui na minha frente
Disse que não me arrependo?
Ledo engano.