[Aoi P.O.V]
Eu caminhava pelas ruas de Tóquio tranquilamente quando me deparo com o ser mais lindo que já vi. Ele era loiro, seus fios espetados nas pontas, uma franja caia pelo rosto delicado, a pele clara parecia ser tão macia... Parecia um anjo. Aparentava ter uns vinte anos. Usava uma roupa preta, a blusa era de manga curta, usava um short bem curto que deixavam suas coxas bem torneadas a mostra. Era perfeito... Estava parado no sinal, usava um óculos preto e uma bengala... de cego... Como pode um homem tão lindo ser cego?
Me aproximei dele com a intenção de ajudá-lo a atravessar a rua.
- Oi. – falei assim que cheguei perto o suficiente e ele virou a cabeça em minha direção – Gostaria de ajuda?
Ele abriu um sorriso tão luminoso que por um instante me perdi neles até que fui acordado pela sua bela voz, era grossa, mas ainda sim melosa.
- Adoraria uma ajuda.
Apoiei sua mão em meu ombro esquerdo e, assim que o sinal abriu, comecei a guiá-lo até o outro lado. Sua mão grande segurava firme meu ombro.
Chegamos ao outro lado e me virei para ele novamente.
- Chegamos. – falei. Ele parecia distraído, segurou a bengala com as duas mãos.
- Obrigado. Como se chama? – perguntou. Estava esperando por essa pergunta e se ela não viesse, eu a faria.
- Yuu, Shiroyama Yuu. – respondi abrindo um sorriso – E o seu?
- Takashima Koyou. Você é muito simpático Shiroyama-san...
- Aoi...
- Como? – perguntou sem entender.
- Me chame de Aoi. Meus amigos me chamam assim.
- Ok. Então, Aoi, poucos fizeram o que você acabou de fazer, e no final tornaram-se meus melhores amigos. – disse sorrindo.
- Gostaria de ser seu amigo também.
- Está indo pra onde? – perguntou abrindo ainda mais seu sorriso.
- Na verdade estava voltando pra minha casa, mas pra onde você está indo?
- Pro hospital.
- Está doente? – perguntei, ele parecia estar tão bem...
- Não. – respondeu rindo da minha pergunta – To indo ver se apareceu algum doador de córneas pra mim. Faz algum tempo que estou esperando já.
- Hum... – resmunguei – Quer companhia?
- Claro!
Fomos caminhando em frente até um dos melhores hospitais que havia em Tóquio.
Assim que entramos, ele foi até a recepção enquanto fiquei esperando na porta. Parecia conhecer bem o lugar, pois andava tranquilamente pelo local. Ouvi-o perguntar a recepcionista algo. Pedia para ela checar se havia aparecido algum doador pra ele. Sua cabeça baixa mostrava a decepção quando voltou a saída.
- Nada? – perguntei mesmo já sabendo a resposta só pela sua espressão. Ele meneou a cabeça negativamente e saiu de lá logo sendo seguido por mim. Mesmo o tendo conhecido em menos de uma hora, por algum motivo, sentia necessidade de ajudá-lo. Como se eu não sobrevivesse enquanto não o sorriso em seus lábios novamente.
Fui seguindo-o em silêncio até que chegamos em um enorme prédio. Ele devia ser rico para morar num lugar tão elegante.
- Quer subir? – perguntou me pegando de surpresa. Demorou algum tempo até eu responder.
- Acho melhor não. Outro dia talvez... Mas gostaria de manter contato.
- Marca o número do meu celular então. – disse sorrindo, mas não era o mesmo de antes, esse parecia ser forçado, era triste.
- Claro. Pode dizer. – pedi pegando meu aparelho.
~0~
Assim que cheguei em casa fui direto pro banheiro tomar um banho, havia andado bastante, mas não me arrependia... Adorei ter conhecido o loiro. Queria poder fazer alguma coisa, ele não saia da minha cabeça. Desde que o deixei em seu apartamento, pensei nele durante todo caminho de volta. Nunca me apeguei tanto em alguém...
Dez minutos depois estava saindo do cômodo com uma toalha enrolada no quadril e outra na cabeça. Quando passo pela sala vejo que tem um intruso.
- O que faz aqui Miyavi? Não tem mais nada pra fazer?
- Mas que falta de educação... Oi pra você também! – disse fazendo bico.
Miyavi era meu melhor amigo. Desde infância. Sempre estivemos juntos e sabemos tudo um sobre o outro.
- Aprenda a bater na porta antes de entrar que eu aprendo a ser mais educado com você. – respondi entrando no meu quarto. Troquei-me e fui até a mesinha de telefone que ficava ao lado do sofá na sala. Disquei o número que estava no meu celular e logo auvi dois toques para que alguém atendesse.
[- Alô!] – falou a voz desconhecida do outro lado da linha.
- Alô. Oi, é da casa do Koyou?
[- Quem gostaria?]
- Diz que é Shiroyama Yuu.
[- Ok.] – ele respondeu e depois de uma breve pausa eu ouvi um grito abafado – [Koooouu, telefoooone. É um tal de Shi – alguma coisa Yuu...]
[- Para de gritar idiota. Eu sou cego e não surdo... Yuu?] – ouvi ele dizendo pro outro e não pude deixar de rir com seu comentário, logo depois ouvi a voz do loiro [- Alô? Aoi?]
- Ola Uhuha... sentiu minha falta? – falei brincalhão.
[- Uruha? Nossa... Não achei que fosse tão bonito assim.] – disse ele brincalhão, mas eu queria falar logo...
- Bem... Estava pensando... Vamos sair amanhã? – perguntei. Achei melhor soltar tudo de uma vez – Ta afim?
[- Claro! Aonde quer ir?]
- Que tal num parque que tem aí perto...? É bem bonito...
[- Pode ser. Que horas?]
- As quatro, tudo bem? – perguntei me virando e vendo que Miyavi estava me encarando com um sorriso malicioso nos lábios.
[- Ótimo. Então as quatro horas estarei na entrada do meu prédio.] – ele respondeu fazendo-me voltar a nossa conversa.
- Ok. Estarei esperando.
Assim que desliguei o telefone, olhei novamente para Miyavi e esse continuou me encarando.
- Algum problema? – perguntei e ele apenas balançou deu de ombros e voltou a olhar pra TV. Bufei. Estava pensando no loiro quando ouvi sua voz.
- De onde você o conhece? Nunca o vi... – perguntou ele ainda sem tirar os olhos da TV.
- Conheci-o hoje. Estava querendo atravessar a rua quando o vi e o ajudei.
Ele me olhou sem entender.
- Como assim? Explica direito.
- Ele é cego Mivi. O cego mais lindo que já vi... É muito fofo... Não sei... Não consigo tirá-lo da cabeça...
- Está apaixonado.
- Jura? – disse irônico – Se não me dissesse nunca imaginaria que poderia ser algo tipo.
Ficamos em silencio por um minuto até que ele se levantou do sofá e parou na minha frente me encarando.
- O que é? – perguntei o olhando de canto.
- ... - Ele ficou quieto por um instante e depois virando o rosto pro lado - Estou indo. Kai está me esperando. – em seguida se virou em direção a porta e saiu.
Fiquei olhando pra porta fechada e, bufando, me levantei do sofá e desliguei o aparelho a minha frente e fui trancar a porta para finalmente ir deitar. Precisava relaxar. Como podia gostar de alguém que acabei de conhecer...?
~0~
Tudo bem... Acho que saí cedo demais de casa... Por que sai de casa tão cedo? Acabei chagando aqui duas horas mais cedo.
Faltavam dez minutos quando ele apareceu em frente ao prédio. Olhei-o de cima a baixo. Usava uma calça preta colada ao corpo, uma blusa branca de manga curta com uma preta de couro sem manga por cima, um cachecol preto enrolado no pescoço, um óculos preto cobria seus olhos que já algum tempo estava ansioso para ver, seu cabelo loiro estava solto e caia algumas mechas na frente de sua face delicada. Caminhei até ele.
- Oi. – falei assim que me aproximei o suficiente. Ele virou a cabeça em minha direção seguindo minha voz.
- Oi. Ta aqui há muito tempo?
Não pude deixar de sorrir com sua pergunta. Fazia duas horas que eu estava ali parado, mas não ia dizer nada, afinal, estava ali a tanto tempo por culpa de minha ansiedade.
- Não muito. – respondi e tive que me segurar para não rir – Vamos andando?
- Sim.
Em seguida coloquei a mão em meu ombro e fui andando calmamente até o parque. Não tinha pressa, mas estava ansioso para chegar.
Andamos por alguns minutos quando finalmente viramos a esquina e vi a praça cheia árvores cobertas de folhas verdes e floridas. Era linda a imagem. Queria tanto que Uruha pudesse ver aquela beleza...
Guiei-o até um banco que ficava encostado num muro cheio de folhas de “agarradinho”, sentamos lá e fiquei admirando-o. Ele estava encostado no muro e não havia visão mais perfeita do que aquela... Estava tentadoramente belo, e essa beleza estava me cativando de uma forma que não iria conseguir resistir por muito tempo.
- Se eu te pedir uma coisa... Você me deixa fazer? – perguntei hesitante. Ele virou a cabeça em minha direção e abriu seu lindo sorriso.
- Não. O que você quer?
- Posso ver seus olhos?
- Fique a vontade. – respondeu e virou-se para mim ficando de frente.
Comecei a puxar seus óculos delicadamente até que finalmente vi seus olhos. Eram tão lindos... Cor de mel... transpareciam uma doçura que poderia ser impossível encontrar em alguém, mas ele tinha...
- São lindos... – sussurrei e ele sorriu tão sincero que quase me derreti perante aqueles lábios. Foi nesse momento que percebi que não conseguiria mais viver sem aquele loiro em minha vida. Percebi que eu devia fazer alguma coisa por ele, para ajudá-lo a recuperar sua visão.
Assim que nos despedimos naquele dia, eu estava decidido a fazer alguma coisa e já sabia o que era.
Farei isso amanhã.
Continua...
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Oi pessoal o/ O que acharam? *-* Foi minha primeira história do GazettE Bom... Vou dizer o que significa o nome... Arigatanamida: Lágrimas de Gratidão É bom? *-* Vocês acham que tem a ver com a história? Eu A-M-E-I escrever essa fic *-* Ainda mais pro meu Chuchu o/ (Deida-sama) Sei que estou atrasada postando só hoje, mas é que não deu pra fazer isso antes T-T Mas mesmo assim... FELIZ ANIVERSÁRIO ATRASADO! \o/ Sabe que eu te adoro não é Chuchu *-* -> Quero agradecer ao Taruki por ler a história e me insentivar a continuar escrevendo XD Te adoro -> A Kelly-sama que também me incentivou a escrever até o fim =3 Adoro todos vocês XD Espero que tenham gostado XD